Antecedentes Ascensão do Partido Nazi O Totalitarismo Nazi

 

  Antecedentes

Após o fim da I Guerra Mundial, estabeleceu-se na Alemanha um regime parlamentar - a República de Weimar. O novo regime ­ acusado de ter assinado o Tratado de Versalhes sem cuidar da defesa dos interesses nacionais - teve de enfrentar grandes problemas:
  • dificuldades económicas (inflação galopante, aparelho produtivo desorganizado);

  • tensões sociais (desemprego, greves)

  • golpes políticos (insurreições de grupos extremistas de direita e de esquerda)

A Alemanha indefesa está prestes a ser decapitada pelos países vencedores da guerra, Inglaterra, França e EUA (Desenho Alemão de 1919).

 

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Ascensão do Partido Nazi

 

É neste clima de descontentamento que surgiu na cena política o Partido Nacional-Socialista (ou Nazi), dirigido desde 1921 por Adolfo Hitler.

 

Entre 1924 e 1928, a Alemanha conheceu uma época de estabilidade e de crescimento económico. Na verdade, graças aos empréstimos e investimentos ingleses e americanos, a produção alemã recupera os seus mercados externos e a cidade de Berlim tornou­-se um dos grandes centros financeiros da Europa.

 

Em 1929, com o "Crash" da Bolsa de Nova Iorque, a Alemanha viu-se privada dos créditos estrangeiros e foi duramente atingida ­ as falências e o desemprego avolumaram-se, provocando ondas de desordem e violência por todo o país.

 

Face à situação catastrófica da economia e à agitação social, a instabilidade do governo republicano agravou-se. Assim, a República de Weimar correu sérios riscos de cair nas mãos dos comunistas ou dos nazis.

 

  É nesse ambiente de absoluta desordem nacional que o Partido Nazi se impôs. Com efeito, entre 1929 e 1932, os nazis denunciaram os judeus e os comunistas como os responsáveis pelos males nacionais e declararam-se contrários às imposições do Tratado de Versalhes.

 

Assim, a pouco e pouco, os nazis ganharam o apoio de vários sectores sociais: da grande burguesia (temerosa do comunismo), das classes médias (desejosas de recuperar o seu poder de compra) e dos desempregados.

Graças ao apoio desses sectores, o Partido Nazi ganhou as eleições de fins de 1932 e tornou-se o maior partido político alemão. Por isso, o seu chefe, Adolfo Hitler, foi nomeado chanceler da Alemanha pelo presidente da República, Hindenburg.

Deste modo, é com toda a legalidade que, em 1933, o Partido Nazi assumiu o poder.

 

 

 

 

O Totalitarismo Nazi 

 

Chegado ao poder, Adolfo Hitler pôs termo ao regime republicano e instaurou uma ditadura.
Em Fevereiro de 1933, logo após ter sido nomeado chanceler, aproveitou o incêndio do Reichstag (Parlamento) - propositadamente atribuído aos comunistas - e suspendeu as liberdades estabelecidas na constituição alemã. No mês seguinte, após a realização de eleições em que, em coligação com outra força política, conseguiu maioria parlamentar, proibiu os partidos políticos e os sindicatos. Incêndio do Reichtag

Em 1934, com a morte de Hindenburg, Hitler passou a acumular os cargos de chanceler e de presidente da República, que o país confirmou por plebiscito. A partir de então, a ditadura nazi estava legalizada. Adolfo Hitler assumiu-se, finalmente, como o guia supremo do Estado, o Führer. O slogan hitleriano "Um Povo, um Império, um Chefe", difundido frequentemente pela imprensa, rádio e cinema, ilustra bem a ideologia nazi. Os princípios fundamentais desta ideologia eram:

 

  • o racismo, ou seja, a ideia de superioridade da raça ariana, de que os alemães seriam "os mais puros representantes". Por isso, o povo alemão devia evitar ser contaminado pelas "raças ou elementos inferiores" (como os judeus e os eslavos). Daí o carácter anti-semita do nazismo (que vai levar a um autêntico massacre dos judeus)
  • a ideia de "espaço vital" (que vai impulsionar a Alemanha para o domínio de um amplo território - a Grande Alemanha - à custa dos povos inferiores");
  • o totalitarismo - Para tornar a Alemanha um Estado totalitário, Hitler serviu-se da Gestapo e das SS, através das quais eliminou os seus adversários, mesmo os que faziam parte do próprio partido.

 

 A obsessão de Hitler pela conquista e pela guerra era grande.

 

Por isso, toda a política económica nazi foi orientada para obras de importância estratégica (auto-estradas, aeródromos) e para a indústria de armamento.